Ambiente de negócios consolida Mato Grosso do Sul como polo de investimentos privados, afirma Sérgio Longen
Mato Grosso do Sul tem se destacado nacionalmente pela capacidade de atrair investimentos privados, resultado direto da construção de um ambiente de negócios mais previsível, com segurança jurídica e diálogo institucional. A avaliação é do presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, em entrevista concedida à CNN Money nesta quarta-feira (05/02).
Segundo Longen, o avanço do Estado nos últimos anos está diretamente ligado à atuação conjunta de entidades representativas do setor produtivo, em parceria com o poder público, criando condições favoráveis para a instalação e expansão de empresas.
“O ambiente de negócios vem sendo construído de forma coletiva. Não apenas pela Fiems, mas também pela Famasul, Fecomércio e Sebrae, o que permite que o investimento privado chegue ao Estado e seja bem acompanhado. Implantar uma empresa não é simples, e hoje temos cerca de R$ 90 bilhões em investimentos privados distribuídos em diversas áreas”, destacou.
Durante a entrevista, o dirigente reforçou que a previsibilidade regulatória e o diálogo institucional têm sido diferenciais competitivos para Mato Grosso do Sul, posicionando o Estado entre os principais destinos de investimentos privados do país.
Longen também comentou sobre a reforma tributária, ressaltando que o processo de implementação do novo sistema precisa ocorrer de forma equilibrada, preservando a competitividade da indústria, a atração de investimentos e a geração de empregos.
“Não podemos imaginar que a reforma fará o Brasil perder competitividade. Pelo contrário. A reforma foi bem pensada, ainda que nem tudo esteja pronto. As federações de indústria de todo o Brasil vão conduzir um processo de transferência de conhecimento, e tenho convicção de que, a médio prazo, o país ganhará competitividade”, afirmou.
Outro ponto abordado foi o debate sobre a escala de trabalho 6×1. Para Longen, o tema exige flexibilidade e negociação, levando em consideração as particularidades de cada setor produtivo. Ele defendeu um equilíbrio entre competitividade, produtividade e manutenção dos postos de trabalho.









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