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Gretchen revela luta contra a alopecia e expõe realidade pouco falada entre mulheres

por | fev 5, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

A cantora Gretchen falou abertamente sobre como lida com a alopecia, condição que provoca a queda de cabelo, durante entrevista ao podcast g1 ouviu, na terça-feira (3). Segundo a artista, o problema a levou a adotar o uso de lace — tipo de peruca com tela frontal —, recurso que passou a integrar sua rotina e que também aparece com frequência em seus perfis nas redes sociais, onde exibe diferentes cortes e estilos.

No caso de Gretchen, o diagnóstico é de alopecia androgenética progressiva, uma condição hereditária causada por fatores genéticos. Apesar de ser popularmente associada aos homens, a chamada calvície também afeta mulheres e pode evoluir de forma silenciosa ao longo dos anos.

Além de Gretchen, outras personalidades já relataram enfrentar o problema. A apresentadora Xuxa, por exemplo, revelou ter recorrido a um transplante capilar após perda significativa dos fios.

O que causa a alopecia em mulheres?

Especialistas explicam que a principal causa da alopecia androgenética é genética. Outro fator importante está relacionado à conversão do hormônio testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), processo que também ocorre no organismo feminino e contribui para o afinamento e a queda dos fios.

A condição pode se manifestar desde a adolescência e, inicialmente, passa despercebida. Mulheres com predisposição genética costumam apresentar fios mais finos e menor densidade capilar ao longo da vida. Com o passar do tempo, no entanto, o quadro pode evoluir para uma perda mais acentuada.

Quais são os sinais de alerta?

Por se tratar de uma doença progressiva, os médicos recomendam procurar um dermatologista assim que surgirem os primeiros sintomas, entre eles:

  • Afinamento dos fios
  • Afastamento da linha central do cabelo
  • Queda capilar excessiva
  • Acúmulo de fios em roupas, móveis ou no local de trabalho
  • Couro cabeludo mais aparente

O que funciona no tratamento?

Entre os tratamentos mais utilizados está o minoxidil, indicado para homens e mulheres. Ele atua prolongando a fase de crescimento do fio e melhorando a circulação ao redor dos folículos, ajudando a estabilizar a queda, mas não recupera fios já perdidos.

A finasterida, por sua vez, age inibindo a conversão da testosterona em DHT e é amplamente usada no tratamento da calvície masculina. Contudo, não é recomendada para mulheres, especialmente durante a gestação, devido aos riscos e à baixa eficácia.

Já para casos de alopecia areata, uma doença autoimune, o medicamento baricitinibe (Olumiant) foi aprovado pela Anvisa e pode alcançar até 80% de cobertura capilar após meses de tratamento, segundo estudos. O medicamento é fabricado pela Eli Lilly e tem alto custo no mercado brasileiro.


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