A implantação das bases da saúde digital em Mato Grosso do Sul tem ampliado o acesso à atenção especializada e impactado diretamente a redução das filas de regulação no SUS. Em 2025, o Estado consolidou a incorporação estruturada de modalidades como tele-ECG, teledermatologia, teleoftalmologia, teleconsultas, teleinterconsultas e teleconsultorias na Rede de Atenção à Saúde.
O principal destaque é o tele-ECG (tele-eletrocardiograma), com 84.880 exames realizados neste ano, tornando-se uma das ferramentas clínicas mais utilizadas na rede pública estadual. No mesmo período, as teleinterconsultas somaram 18.630 atendimentos, fortalecendo o suporte especializado às equipes da Atenção Primária e qualificando a condução clínica dos pacientes nos próprios municípios.
De acordo com monitoramento do Ministério da Saúde, todos os municípios sul-mato-grossenses ofertam serviços de telessaúde e avançam na organização do uso das plataformas, alinhados aos eixos do Programa SUS Digital: cultura e educação permanente em saúde digital; soluções e serviços tecnológicos; e interoperabilidade e uso estratégico da informação.
Cobertura e impacto na regulação
Atualmente, 60 municípios utilizam o tele-ECG e 28 contam com teledermatologia. Outros oito participaram de campanha itinerante de teleoftalmologia, com 954 exames realizados. A ampliação do telediagnóstico tem refletido na regulação estadual, com redução expressiva da demanda reprimida por especialidades.
Quatorze municípios apresentam alto índice de resolutividade via teleatendimento, entre eles Caracol, Aquidauana, Pedro Gomes, Brasilândia, Coxim, Fátima do Sul, Angélica, Anastácio, Deodápolis, Rio Negro, Sidrolândia, Selvíria, Vicentina e Bandeirantes. Em alguns casos, houve eliminação da fila para determinadas especialidades.
A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, afirma que o desafio agora é consolidar o uso contínuo das ferramentas digitais na rotina dos serviços. Já a superintendente de Saúde Digital da SES, Marcia Tomasi, destaca que a prioridade é qualificar o uso da estrutura já implantada, fortalecendo a rede assistencial.
O avanço é sustentado por portarias federais publicadas em 2025 e por investimentos do Novo PAC, com envio de kits multimídia e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde, ampliando a capacidade de teleatendimento e telediagnóstico.









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