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Metade do rosto não envelheceu? Caso real de físico atingido por feixe de prótons intriga — e ciência explica o que houve

por | abr 8, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Em 1978, o físico soviético Anatoli Bugorski protagonizou um dos acidentes mais impressionantes da história da ciência ao ser atingido diretamente por um feixe de prótons dentro de um acelerador de partículas na então União Soviética.

O incidente ocorreu durante uma inspeção técnica no síncrotron U-70, quando uma falha no sistema de segurança permitiu que o equipamento permanecesse ativo. Sem perceber o risco, Bugorski posicionou a cabeça na trajetória do feixe, que atravessou seu crânio — entrando pela parte posterior e saindo próximo ao nariz.

Apesar da gravidade, ele não morreu. Médicos inicialmente acreditavam que o caso seria fatal, mas o físico sobreviveu, tornando-se um exemplo raro de exposição extrema à radiação altamente concentrada.

Segundo registros científicos, o feixe causou danos severos ao longo de um trajeto muito específico no cérebro, resultando em sequelas permanentes, como paralisia parcial do lado esquerdo do rosto, perda auditiva significativa e crises convulsivas. Ainda assim, ele conseguiu concluir seu doutorado e seguir carreira acadêmica.

Especialistas explicam que a sobrevivência se deve ao caráter altamente localizado da exposição. Diferente de uma radiação distribuída pelo corpo inteiro, o feixe de prótons possui um diâmetro extremamente pequeno, o que limita os danos a uma área restrita.

Narrativas populares nas redes sociais distorcem o caso ao afirmar que ele teria recebido uma dose “milhares de vezes maior que a letal” ou que parte de seu rosto “parou de envelhecer”. Cientificamente, essas afirmações são imprecisas. O envelhecimento da pele não foi interrompido — o que ocorreu foi uma paralisia muscular, que altera a aparência facial.

O caso de Bugorski segue sendo estudado até hoje como um dos episódios mais extremos de interação entre radiação de alta energia e o corpo humano.


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