Tereza Cristina assume presidência do Cosag e defende fortalecimento do agronegócio brasileiro em 2026
Primeira reunião sob sua gestão ocorreu na sede da Fiesp, em São Paulo, com foco em comércio internacional, crédito rural e desafios estruturais do setor
A senadora por Mato Grosso do Sul e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, presidiu nesta segunda-feira (9) sua primeira reunião à frente do Cosag (Conselho Superior do Agronegócio). O encontro foi realizado na sede da Fiesp, em São Paulo, e marcou o início de sua gestão em um dos principais fóruns de articulação do setor produtivo com o Poder Público.
Desenvolvimento
Durante o discurso inaugural, Tereza Cristina destacou a necessidade de ampliar mercados e fortalecer as exportações brasileiras. Um dos pontos centrais foi o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, considerado por ela um avanço possível, ainda que distante do ideal para o agronegócio nacional. Segundo a senadora, o tratado amplia cotas para produtos brasileiros e eleva padrões de exportação, mas também impõe salvaguardas que reduzem a competitividade do setor.
De acordo com informações divulgadas pelo Canal Rural, a presidente do Cosag afirmou que, apesar das limitações, o acordo abre portas estratégicas e precisa ser analisado dentro do contexto global de comércio.
Relações internacionais
Outro tema debatido foi o cenário comercial com os Estados Unidos, especialmente após a suspensão de parte das tarifas impostas pelo país. Para Tereza Cristina, a medida trouxe alívio momentâneo, mas não resolveu entraves estruturais que continuam impactando o fluxo comercial entre as nações.
Desafios internos
No campo doméstico, a senadora alertou para questões que exigem atenção imediata, como a reforma tributária, a ampliação do acesso ao crédito rural e o crescimento dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio. Segundo ela, enfrentar esses pontos é essencial para garantir sustentabilidade, previsibilidade e competitividade ao setor no curto e no longo prazo.
Contexto
O Cosag reúne representantes de entidades empresariais e do governo para debater políticas públicas que impactam a produção, a industrialização e o comércio agropecuário, consolidando-se como um espaço estratégico de diálogo entre o setor privado e o Poder Público.









0 comentários