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Soja dispara, trigo desacelera e estoques globais mudam o jogo: veja o que diz o USDA

por | abr 10, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

O novo relatório do USDA, divulgado nesta quinta-feira (09), trouxe ajustes relevantes nas projeções globais de grãos e fibras para a safra 2025/26, com destaque para soja, trigo, algodão e milho.

Na soja, a produção mundial foi revisada para cima, passando de 427,18 milhões para 427,41 milhões de toneladas, impulsionada principalmente pelo avanço das colheitas no Paraguai e na África do Sul. Apesar do crescimento na produção, os estoques finais globais recuaram levemente, totalizando 124,8 milhões de toneladas, refletindo reduções em países como Brasil, Argentina e Egito.

O Brasil manteve sua produção estimada em 180 milhões de toneladas, mas ampliou as exportações para 115 milhões. Já os Estados Unidos tiveram queda nas exportações, enquanto a China manteve sua projeção de importação em 112 milhões de toneladas.

No trigo, o cenário global aponta aumento na oferta e nos estoques, mas queda no consumo. A produção mundial foi elevada para 844,15 milhões de toneladas, enquanto o consumo caiu para 820,1 milhões, puxado pela redução na demanda da Índia. Os estoques finais subiram para 283,1 milhões de toneladas, com crescimento concentrado em países como Índia e União Europeia.

O Brasil teve revisão negativa na produção de trigo, passando para 7,87 milhões de toneladas, além de queda nos estoques finais. Em contrapartida, a Argentina ampliou sua produção e mantém posição estratégica como principal fornecedora ao mercado brasileiro.

No algodão, o relatório indica aumento tanto na produção quanto no consumo global, impulsionado pela indústria têxtil asiática. Ainda assim, houve recuo no comércio internacional, com queda nas exportações, especialmente da Índia. Os estoques finais cresceram e a relação estoque/uso atingiu 64,7%.

Já no milho, o cenário se manteve estável nos Estados Unidos, enquanto a produção global avançou para 1,3 bilhão de toneladas. No Brasil, a produção permaneceu em 132 milhões de toneladas, com leve aumento nos estoques finais. A Argentina manteve a produção, mas registrou queda nos estoques.

O relatório reforça um cenário global de oferta robusta, com ajustes pontuais na demanda e nos estoques, sinalizando equilíbrio, porém com atenção às dinâmicas regionais.

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