A FIFA publicou a versão 2.0 das Diretrizes de Propriedade Intelectual da Copa do Mundo da FIFA 2026, estabelecendo regras rigorosas sobre o uso de elementos oficiais do torneio. O descumprimento pode resultar em sanções severas, incluindo cancelamento de ingressos e ações judiciais imediatas.
O Mundial de 2026 será o maior da história, com 48 seleções, mais de 1.200 jogadores e 104 partidas distribuídas em 16 estádios no Canadá, México e Estados Unidos. Diante dessa dimensão inédita, a FIFA reforçou a proteção de seus ativos comerciais.
O que é considerado propriedade intelectual
A entidade protege diversos elementos, como:
- Emblema oficial
- Nome e marcas do torneio
- Slogans oficiais
- Logos das cidades-sede
- Tipografia exclusiva “FWC 26”
- Troféu e identidade visual completa
Mesmo alterações ou “inspirações” visuais podem configurar infração se houver associação indireta ao torneio.
O que é proibido (por etapas)
A FIFA detalha restrições em diferentes frentes:
1. Mídia e conteúdo editorial
Uso permitido apenas informativo. É proibido incorporar elementos oficiais ao design ou sugerir patrocínio.
2. Redes sociais
Perfis comerciais não podem usar marcas oficiais, hashtags ou compartilhar conteúdos com fins promocionais.
3. Apps e plataformas digitais
Proibido usar nome, identidade ou transmitir conteúdos do torneio sem autorização.
4. Domínios e URLs
Uso de termos oficiais em sites comerciais é vetado.
5. Design de sites
Elementos visuais da Copa não podem compor layouts ou identidade digital.
6. Publicidade
Qualquer associação comercial não autorizada é considerada infração direta.
7. Promoções e sorteios
Não é permitido usar a marca ou ingressos sem autorização. Bilhetes podem ser cancelados.
8. Produtos e merchandising
Somente licenciados oficiais podem comercializar itens com identidade do torneio.
9. Exibições públicas
Transmissões públicas exigem licença específica.
10. Estádios e arredores
Itens com marcas não autorizadas são proibidos, inclusive para torcedores.
Por que a FIFA é tão rígida
Segundo a entidade, a proteção é essencial para garantir o valor comercial do torneio. A final da Copa de 2022 foi assistida por mais de 1,5 bilhão de pessoas, enquanto o alcance total chegou a cerca de 5 bilhões.
Esse impacto global sustenta investimentos bilionários, como o programa FIFA Forward, que financia o desenvolvimento do futebol mundial.
A FIFA alerta que tentar usar as próprias diretrizes como defesa legal não tem funcionado. Empresas interessadas devem buscar autorização oficial.
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