O comportamento do consumidor brasileiro está mudando — e o mercado responde na mesma velocidade. Dados recentes indicam que cerca de 64% dos brasileiros não consomem álcool regularmente. Nesse cenário, o movimento sober curious deixa de ser nicho para se consolidar como uma das frentes mais promissoras da indústria de bebidas premium.
De olho nessa transformação, o aperitivo brasileiro Lucia (bebalucia) estreou em agosto de 2025 e esgotou seus estoques em apenas oito horas. A marca foi fundada por Bertha Jucá e Victória Linhares, e já nasce capitalizada: recebeu aporte de R$ 4 milhões liderado pela Zavii Venture Builder.
A meta inicial de faturamento é de R$ 10 milhões no primeiro ano de operação — projeção que, segundo as fundadoras, foi antecipada pela alta demanda do lançamento.
O diferencial do produto está na proposta sensorial. Com fórmula desenvolvida por mixologistas, o aperitivo combina cupuaçu e botânicos, buscando complexidade aromática semelhante à de bebidas alcoólicas tradicionais, porém sem teor alcoólico. O posicionamento aposta na premiumização da experiência zero proof, unindo brasilidade, saúde e lifestyle.
O crescimento do segmento acompanha uma tendência global. Relatórios da IWSR apontam expansão consistente do mercado de bebidas sem álcool e low alcohol, especialmente em categorias premium.
No Brasil, o espaço ainda é considerado inicial, o que amplia o potencial de novos players. Especialistas avaliam que a combinação entre mudança cultural, maior consciência sobre saúde e busca por alternativas sofisticadas cria um terreno fértil para negócios voltados ao consumo consciente.
Se confirmar as projeções, a Lucia pode se tornar um dos cases que consolidam o zero proof como nova fronteira de crescimento no setor de bebidas no país.









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