MP de São Paulo denuncia participante do BBB 26 por falas consideradas homofóbicas
O Ministério Público de São Paulo denunciou o participante Matheus Moreira, do Big Brother Brasil 26, por declarações consideradas homofóbicas feitas dentro do reality show. A representação foi formalizada na quinta-feira (22) e solicita a abertura de investigação criminal contra o gaúcho, após episódios envolvendo falas e atitudes direcionadas a minorias, especialmente à comunidade LGBTQIA+.
A denúncia foi apresentada por Agripino Magalhães, deputado federal suplente por São Paulo e presidente da Associação do Orgulho LGBTQIA+. O pedido foi acolhido pelo MP-SP, que entendeu haver indícios suficientes para a apuração dos fatos, mesmo antes de o participante se tornar alvo de maior repercussão entre os demais confinados.
Um dos episódios que impulsionaram a denúncia ocorreu durante um desfile na casa, quando Matheus teria feito uma imitação considerada pejorativa de Marcelo, participante assumidamente gay do programa. A cena gerou desconforto entre os colegas e rapidamente repercutiu nas redes sociais.
Além desse episódio, Matheus já vinha sendo observado por comportamentos classificados como preconceituosos em conversas internas. O participante Juliano Floss alertou o líder da semana, Babu Santana, sobre o professor de boxe ter entoado um hino amplamente reconhecido como homofóbico, tradicionalmente associado a torcidas organizadas do Sul do país.
O histórico de controvérsias se estende para fora da casa. Nas redes sociais, Matheus foi alvo de críticas após sugerir que a virgindade de Gabriela a impediria de se socializar adequadamente com o mundo, declaração considerada ofensiva por internautas e movimentos sociais.
Em nota pública, Agripino Magalhães reforçou que manifestações LGBTQIAPN+fóbicas são criminalizadas no Brasil desde decisão do Supremo Tribunal Federal, em vigor desde 13 de junho de 2019. Segundo o parlamentar, tais condutas se enquadram no artigo 20 da Lei nº 7.716/1989, sendo equiparadas ao crime de racismo, além de configurarem injúria racial, com pena prevista de um a cinco anos de prisão, além de multa.
O Ministério Público deve agora conduzir a investigação para apurar se as falas e atitudes de Matheus Moreira configuram crime, podendo resultar em responsabilização penal, independentemente do contexto de entretenimento do reality show.









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