Em Chicago, uma experiência escolar transformou curiosidade científica em descoberta promissora. A estudante Camarria Williams, de apenas 13 anos, participou de um programa educacional em parceria com a University of Illinois e o Boys and Girls Club of America, voltado à investigação de compostos naturais com possível aplicação terapêutica.
Durante as atividades, Camarria coletou amostras ambientais em um parque da cidade, incluindo fezes de ganso. A partir desse material, pesquisadores identificaram a bactéria Pseudomonas idahoensis, responsável pela produção de uma molécula inédita denominada orfamide N.
A substância integra a classe dos lipodepsipeptídeos cíclicos, compostos bioativos já estudados por suas propriedades antimicrobianas e antitumorais. Em testes laboratoriais preliminares, a orfamide N demonstrou capacidade de destruir células de melanoma e de câncer de ovário. Apesar dos resultados promissores, os cientistas ressaltam que a pesquisa ainda está em fase inicial e distante de qualquer aplicação clínica.
O projeto envolveu os estudantes em todas as etapas do método científico: da coleta de amostras à caracterização estrutural da molécula, com uso de técnicas avançadas como espectrometria de massa e ressonância magnética nuclear. O estudo foi publicado na revista científica ACS Omega, e Camarria aparece como coautora do artigo.
A descoberta reforça a importância da educação científica precoce e evidencia como ambientes urbanos podem esconder recursos biológicos com alto potencial farmacológico.









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