Data Atual

Data:

Ouça aqui a rádio DNA67

topo_posts

Haddad alerta: caso Banco Master pode ser a maior fraude bancária da história do Brasil

por | jan 13, 2026 | NOTÍCIAS, POLÍTICA, SLIDER | 0 Comentários

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que a liquidação do Banco Master pode representar a maior fraude bancária da história do Brasil. Segundo ele, o caso exige cautela máxima por envolver recursos de interesse público, especialmente pela participação de bancos estatais na capitalização do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado, após a constatação de uma grave crise de liquidez. Como consequência, o FGC deverá ressarcir aproximadamente 1,6 milhão de credores, entre depositantes e investidores, em uma operação que soma R$ 41 bilhões, a maior já realizada pelo fundo desde sua criação.

“O caso inspira muito cuidado. Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país. Temos que garantir todas as cautelas devidas, assegurando o direito à defesa, mas ao mesmo tempo sendo firmes”, declarou Haddad a jornalistas.

O ministro destacou que, embora o FGC seja frequentemente tratado como um fundo privado, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal respondem por cerca de um terço de sua capitalização, o que torna o episódio um tema de inequívoco interesse público.

“O FGC é capitalizado também por dois bancos públicos. Isso envolve recursos públicos e, por isso, exige máxima atenção e transparência”, reforçou.

Banco Central e investigação no TCU

Haddad também saiu em defesa do Banco Central, que está sob apuração do Tribunal de Contas da União (TCU) para verificar se houve falhas no processo de liquidação do Banco Master.

Na última segunda-feira (12), o Banco Central retirou o recurso contra a decisão monocrática do TCU que determinava uma inspeção sobre o caso. A decisão ocorreu após uma reunião entre o presidente do BC, Gabriel Galípolo, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e o ministro Jhonatan de Jesus.

Com a retirada do recurso, o Banco Central sinalizou que não considera mais necessário submeter o tema ao plenário do TCU, abrindo espaço para maior transparência no processo.

“Toda transparência pode ajudar. Se a intenção for boa, a transparência ajuda. Estou seguro do trabalho que o Galípolo e sua equipe realizaram. O trabalho do Banco Central é tecnicamente robusto”, afirmou Haddad.

O ministro acrescentou que o Ministério da Fazenda atuou de forma integrada com o Banco Central e que houve diálogo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, assegurando respaldo institucional às decisões adotadas.

final_texto_post

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

/*** Collapse the mobile menu - WPress Doctor ****/