A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta segunda-feira (2), o projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados em todo o país. A proposta já havia sido aprovada pelo Senado no ano passado e agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Horas antes da votação, os parlamentares aprovaram regime de urgência para acelerar a tramitação. Com isso, o texto foi analisado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões temáticas da Casa, que normalmente realizam avaliação técnica e detalhada.
O que prevê o projeto
A medida atende a uma antiga demanda do setor supermercadista. Pelo texto aprovado:
- Medicamentos deverão ficar em gôndolas separadas dos demais produtos;
- Será permitida a instalação de farmácia ou drogaria dentro de supermercados, desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade farmacêutica;
- Será obrigatória a presença de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento;
- Medicamentos de uso controlado só poderão ser entregues após o pagamento.
Em nota, o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter da Silva Jorge João, afirmou que o texto “reduz danos, mantém exigências sanitárias e atende aos pontos centrais defendidos pela entidade”.
Debate divide parlamentares
A proposta não foi aprovada de forma unânime. O deputado Hildo Rocha defendeu a medida como uma decisão “pró-consumidor”, argumentando que o aumento da concorrência pode resultar na redução de preços.
Já a deputada Maria do Rosário criticou a proposta. Segundo ela, farmácia é equipamento de saúde e a medida pode estimular a automedicação.
Agora, a expectativa gira em torno da decisão presidencial, que poderá sancionar ou vetar o texto.









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