A Johnson & Johnson anunciou a aprovação de um novo medicamento oral para o tratamento da psoríase, doença autoimune que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Batizada de Icotyde, a pílula é administrada uma vez ao dia e surge como alternativa intermediária entre os tratamentos tópicos e as terapias injetáveis.
A psoríase é caracterizada por inflamações e lesões na pele, causando placas avermelhadas e descamação. Somente nos Estados Unidos, cerca de 8 milhões de pessoas convivem com a condição, segundo dados de entidades médicas internacionais.
Atualmente, o tratamento costuma começar com cremes e pomadas. Quando esses métodos não apresentam resultados satisfatórios, os pacientes avançam para medicamentos sistêmicos — frequentemente aplicados por injeções. É nesse ponto que o Icotyde se destaca.
De acordo com a farmacêutica, cerca de 75% dos pacientes evitam terapias injetáveis devido ao medo de agulhas, o que pode comprometer a adesão ao tratamento. A nova pílula foi desenvolvida justamente para esse público, oferecendo eficácia semelhante sem a necessidade de aplicação invasiva.
O Icotyde atua no mesmo receptor biológico de medicamentos já consolidados no mercado, como Tremfya e Skyrizi — ambos administrados por injeção e com custo estimado de cerca de US$ 100 mil por ano.
O preço da nova medicação ainda não foi divulgado. No entanto, a Johnson & Johnson projeta que o Icotyde poderá ultrapassar US$ 5 bilhões em vendas anuais, especialmente se aprovado para outras doenças autoimunes, como artrite e doença de Crohn.
Especialistas avaliam que a chegada de uma opção oral com alta eficácia pode ampliar o acesso ao tratamento e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
Fonte: Johnson & Johnson; dados de associações médicas internacionais sobre psoríase.









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